Dor nas costas em adolescentes: Causas e quando investigar

Fernando Flores • February 17, 2026

Embora muitas pessoas associem a dor nas costas a adultos e idosos, a dor nas costas em adolescentes é uma queixa cada vez mais comum e que merece atenção. Postura inadequada, mochilas pesadas e até condições clínicas mais complexas podem estar por trás desse incômodo. Saber diferenciar quando a dor é passageira ou sinaliza algo mais sério é essencial para garantir o desenvolvimento saudável dos jovens.


Neste artigo, vamos abordar as principais causas, sinais de alerta e quando é necessário procurar ajuda médica.
Continue a leitura e tire as suas dúvidas sobre o tema.


O que é considerado dor nas costas em adolescentes?


Sentir dor nas costas não é algo exclusivo de adultos. Cada vez mais adolescentes relatam esse tipo de incômodo, que pode afetar a região
cervical, torácica ou lombar. Na maioria das vezes, está relacionado a hábitos do dia a dia, mas em alguns casos pode indicar algo mais sério.


Por isso, é fundamental
observar com atenção alguns aspectos: com que frequência a dor aparece, se há piora com determinados movimentos ou ao longo do tempo, qual é a localização exata e se o desconforto interfere nas atividades da rotina. Esses detalhes ajudam a diferenciar causas simples de alterações que exigem avaliação especializada.


Causas mais comuns de dor nas costas na adolescência


Alterações posturais


Má postura ao usar o celular, assistir à televisão ou sentar-se inadequadamente durante as aulas é uma das causas mais frequentes. Esses hábitos podem
sobrecarregar a musculatura e a estrutura da coluna.


Fatores que contribuem:


  • Uso prolongado de telas, com o pescoço inclinado para frente
  • Cadeiras escolares sem ergonomia adequada
  • Estações de estudo ou trabalho improvisadas em casa
  • Adaptações posturais que evoluem para deformidades funcionais
  • Excesso de peso nas mochilas


O uso de mochilas com peso superior a
10-15% do peso corporal aumenta o esforço sobre a coluna, especialmente nas regiões cervical e lombar. Essa é uma das queixas mais comuns entre adolescentes em idade escolar, segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).


Falta de atividade física


A ausência de exercício físico feito regularmente leva à perda de força em grupos musculares importantes para estabilizar a coluna, como abdômen, glúteos e músculos paravertebrais. Isso favorece
sobrecargas e desequilíbrios, gerando dor e desconforto.


Estirão do crescimento


Durante a puberdade, o crescimento ósseo
pode ser rápido e desproporcional à adaptação da musculatura. Esse descompasso pode causar encurtamentos, desequilíbrio postural e dores de origem muscular ou articular.


Quando é preciso investigar mais a fundo?


Embora a maior parte dos casos envolva causas funcionais, algumas situações exigem atenção médica:


Escoliose idiopática


Trata-se de uma
curvatura anormal da coluna, mais comum em meninas. Em estágios iniciais, pode não causar sintomas. No entanto, graus mais avançados podem gerar dor e assimetrias visíveis no tronco.


Espondilólise e espondilolistese


São
alterações ósseas que ocorrem nas vértebras, geralmente em adolescentes fisicamente ativos. Estão relacionadas a esportes que envolvem extensão repetitiva da coluna, como ginástica, dança e futebol.


Hérnia de disco


Apesar de ser mais comum em adultos, pode surgir em adolescentes, especialmente quando há
predisposição genética ou histórico de sobrecarga intensa na coluna.


Infecções e tumores


Casos em que a dor
surge sem causa aparente e se mantém por semanas, principalmente quando acompanhada de febre, emagrecimento ou alterações neurológicas, devem ser investigados com urgência.


Sinais de alerta para procurar o ortopedista


Algumas características da dor indicam a
necessidade de avaliação especializada:


  1. Persistência por mais de duas semanas
  2. Piora da dor durante o repouso ou ao dormir
  3. Perda de força ou sensibilidade nos membros
  4. Presença de febre ou outros sintomas sistêmicos
  5. Histórico familiar de doenças reumatológicas ou ortopédicas
  6. Dificuldade para se mover normalmente


Esses sinais podem indicar problemas estruturais, inflamatórios ou neurológicos e, por isso, justificam exames de imagem e avaliação com ortopedista.


Como prevenir a dor nas costas na adolescência?


A prevenção depende da mudança de alguns
hábitos e do acompanhamento durante o crescimento:


  • Incentivar prática regular de atividades físicas, com fortalecimento muscular
  • Corrigir posturas inadequadas no ambiente escolar e em casa
  • Reduzir o tempo de exposição a telas em posições que sobrecarregam o pescoço
  • Ajustar o peso e a forma de carregar a mochila
  • Realizar acompanhamento médico periódico, especialmente em fases de crescimento acelerado


Por que não ignorar a dor nas costas nessa fase?


Quando não tratada adequadamente, a dor nas costas
pode se tornar crônica. Além de limitar a prática de esportes ou atividades diárias, também pode impactar o rendimento escolar, o sono e até a saúde emocional do adolescente.


Estudos mostram que adolescentes com dor recorrente nas costas têm maior risco de apresentar dores persistentes na vida adulta. Por isso,
é fundamental investigar precocemente e oferecer o suporte necessário para evitar complicações futuras.


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Dúvidas frequentes sobre dor nas costas em adolescentes


  • O que pode ser dor nas costas em jovens?

    A dor nas costas em jovens pode ser causada por má postura, uso excessivo de eletrônicos, mochilas pesadas, sedentarismo, crescimento acelerado ou até alterações estruturais da coluna, como escoliose ou espondilólise.


  • É normal adolescente sentir dor nas costas?

    Sim, é relativamente comum, principalmente por fatores posturais ou musculares. No entanto, a dor recorrente ou intensa merece investigação médica.


  • Quando a dor nas costas em adolescentes é preocupante?

    Quando persiste por mais de duas semanas, ocorre à noite, limita atividades, vem acompanhada de febre ou alterações neurológicas, é importante buscar avaliação especializada.


  • Como diferenciar dor postural de uma causa mais séria?

    A dor postural geralmente melhora com repouso e mudança de hábitos. Já causas estruturais ou inflamatórias costumam ser mais persistentes e não têm alívio com medidas simples.


  • Mochila pesada pode causar dor nas costas?

    Sim. Mochilas que ultrapassam 10-15% do peso corporal sobrecarregam a coluna e podem causar dor lombar e cervical.


  • Quais hábitos ajudam a prevenir dor nas costas em adolescentes?

    Prática regular de atividade física, boa postura, limite no uso de telas, mochila com peso adequado e acompanhamento médico durante o crescimento.


  • Qual médico procurar em caso de dor nas costas em adolescentes?

    O ortopedista especializado em coluna é o mais indicado, mas em alguns casos pode haver encaminhamento para um especialista de outra área, dependendo da suspeita clínica.


  • O uso prolongado de celular ou tablet pode causar alterações estruturais na coluna do adolescente?

    Sim. O “text neck” — curvatura excessiva da cervical ao olhar para baixo — pode provocar alterações posturais duradouras e dores persistentes na região do pescoço e parte superior das costas.


  • Existe relação entre dor nas costas e qualidade do sono do adolescente?

    Sim. Colchões inadequados, posturas erradas ao dormir ou distúrbios do sono podem interferir na recuperação muscular e favorecer o surgimento ou a persistência da dor.


  • Há relação entre obesidade e dor nas costas em adolescentes?

    Sim. O excesso de peso aumenta a carga sobre a coluna e as articulações, além de contribuir para sedentarismo e inflamação, favorecendo quadros de dor crônica.


  • É normal sentir dor nas costas com 14 anos?

    Não é incomum, mas também não deve ser ignorado. Aos 14 anos, a dor pode surgir por hábitos posturais inadequados ou crescimento, mas se for intensa, frequente ou associada a outros sintomas, é importante investigar.


  • Quais são os principais problemas de coluna que afetam os adolescentes?

    Entre os problemas mais comuns estão: escoliose idiopática, má postura funcional, espondilólise, espondilolistese e, mais raramente, hérnias de disco. O diagnóstico precoce ajuda a evitar complicações na fase adulta.



Ortopedia e cirurgia da coluna em São Paulo | Dr. Fernando Flores


A dor nas costas em adolescentes pode ser apenas um sinal de má postura ou indicar condições ortopédicas mais sérias. Identificar precocemente a origem da dor e adotar o tratamento correto é fundamental para garantir o bem-estar e o crescimento saudável dos jovens.
Ao observar sinais persistentes, dor intensa ou limitações de movimento, procure um especialista em coluna.


Você conhece algum adolescente que se queixa de dores nas costas com frequência? Talvez este seja o momento de investigar com mais atenção.


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Dr. Fernando Flores, ortopedista com especialização em Cirurgia da Coluna Vertebral pela renomada Fundação Faculdade de Medicina do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas - USP, ele entrelaça excelência técnica e empatia, propondo um tratamento que não apenas visa a sua recuperação, mas também o seu bem-estar integral.


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Este artigo explica de forma clara quando esse profissional é necessário, quais sinais de alerta não devem ser ignorados e como a avaliação especializada pode mudar o curso do tratamento. Continue lendo para entender melhor o assunto e saber se é o momento de procurar ajuda especializada. O que faz um cirurgião de coluna Um cirurgião de coluna é o médico especializado em avaliar, diagnosticar e tratar doenças que afetam a coluna vertebral. Ele pode ter formação em ortopedia ou neurocirurgia, com aprofundamento específico em patologias da coluna. Sua atuação vai além da cirurgia. Esse profissional acompanha casos de: Hérnia de disco Estenose do canal vertebral Escoliose Artrose da coluna Fraturas e deformidades O objetivo principal é identificar a causa da dor ou da limitação funcional e indicar o tratamento mais adequado, que pode ser clínico ou cirúrgico. Quando há indicação de procedimento, técnicas minimamente invasivas e endoscópicas são frequentemente consideradas, pois permitem menor agressão aos tecidos e recuperação mais rápida. Principais sinais de que é hora de procurar um cirurgião de coluna Saber quando procurar um cirurgião de coluna pode evitar a progressão do quadro e reduzir o risco de complicações. Dor persistente ou incapacitante Alguns sinais merecem atenção: Dor que não melhora após semanas de fisioterapia e medicamentos Dor constante que interfere no trabalho e nas atividades diárias Dor que irradia para perna ou braço, principalmente abaixo do joelho ou cotovelo Quando a dor deixa de ser episódica e passa a limitar a rotina, é importante investigar a causa com um especialista. Sintomas neurológicos Sinais de comprometimento nervoso incluem: Formigamento ou dormência nos membros Fraqueza progressiva Alterações no controle urinário ou intestinal Redução de sensibilidade ou mudança nos reflexos Esses sintomas podem indicar compressão nervosa e exigem avaliação especializada. Limitação funcional Se tarefas simples como caminhar, levantar da cadeira ou permanecer sentado por alguns minutos se tornam difíceis por causa da dor, é hora de procurar ajuda . Traumas e acidentes Após quedas , colisões ou impactos significativos, a dor na coluna não deve ser ignorada. Mesmo quando parece leve no início, pode esconder lesões estruturais que precisam ser avaliadas. Exames e avaliação A consulta com um cirurgião de coluna começa por uma análise clínica. O médico investiga quando a dor começou, onde está localizada, se há irradiação e o que o paciente percebe que melhora ou piora os sintomas. Esse momento é fundamental para direcionar o diagnóstico. Exame físico No exame físico são avaliados os movimentos da coluna, a força muscular, os reflexos e é feito a realização de testes específicos para identificar compressões nervosas. Além disso, quando necessário, podem ser solicitados exames de imagens: Radiografias para avaliar alinhamento e desgaste; Ressonância magnética para analisar discos e nervos ; Tomografia para detalhes ósseos . Esses exames complementam a avaliação clínica e ajudam a definir o melhor caminho terapêutico. Tratamentos oferecidos O papel do cirurgião de coluna não se resume à cirurgia. Muitas vezes, o tratamento é conservador. Tratamento clínico Com o objetivo de controlar os sintomas e recuperar a função , as primeiras opções costumam incluir: Fisioterapia direcionada Fortalecimento muscular Ajustes posturais Medicamentos para dor e inflamação Infiltrações quando indicadas Tratamento cirúrgico A cirurgia é considerada quando há: Dor persistente que não melhora com tratamento clínico Déficit neurológico progressivo Compressão significativa confirmada por exames Procedimentos minimamente invasivos e técnicas endoscópicas são opções que buscam menor impacto cirúrgico e recuperação mais rápida. Escolhendo o cirurgião de coluna ideal Ao buscar um cirurgião de coluna, alguns critérios são importantes. Formação e experiência Verifique se o profissional tem especialização específica em coluna e experiência prática com o seu tipo de problema. Atualização técnica A medicina evolui constantemente. Técnicas menos invasivas e mais precisas fazem diferença no resultado. Comunicação clara Um bom especialista explica o diagnóstico de forma compreensível, apresenta opções e esclarece dúvidas . A decisão sobre tratamento deve ser compartilhada e consciente. Buscar avaliação especializada no momento certo pode evitar a progressão da dor e preservar a qualidade de vida. Quando os sintomas deixam de ser pontuais e começam a interferir na sua rotina, procurar orientação qualificada é um passo responsável e necessário. Conheça o Dr. Fernando Flores Perfil profissional O Dr. Fernando Flores é ortopedista especialista em cirurgia da coluna vertebral em São Paulo. Possui mais de uma década de experiência na área e formação em instituições de referência. Realizou residência em Ortopedia e Traumatologia e especialização em cirurgia da coluna na Santa Casa de São Paulo, fez especialização em cirurgia da coluna na USP e Mestrado em ciências do sistema musculoesquelético também pelo Hospital das Clínicas, FMUSP. Atua no Núcleo de Coluna do Hospital Sírio-Libanês e no grupo de Coluna e Escoliose do Hospital Samaritano Higienópolis, participando do tratamento de casos simples e complexos com abordagem técnica e individualizada . Abordagem e diferenciais O trabalho do Dr. Fernando Flores é pautado em avaliação detalhada e indicação precisa . Nem todo problema de coluna exige cirurgia, e essa decisão é tomada com critério. Sua prática inclui técnicas modernas, como procedimentos minimamente invasivos e endoscópicos, sempre alinhando o plano de tratamento às necessidades reais do paciente, seu estilo de vida e suas expectativas de recuperação.
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