Quais as opções de tratamento para escoliose?

Dr. Fernando Flores • January 12, 2023

Com os avanços da ciência nos últimos anos, o tratamento da escoliose tornou-se mais eficaz, possibilitando a cura definitiva para muitos casos. Entretanto, tudo depende do grau da doença, da evolução do quadro e do comprometimento do paciente. 


Independente desses fatores, caso tenha sido diagnosticado com esse problema, a boa notícia é que os procedimentos médicos costumam ter ótimos resultados!


Se você está em busca de respostas para dúvidas sobre as diferentes opções de tratamento para escoliose, prossiga com a leitura! Ao longo desse conteúdo você esclarecerá definitivamente todas as suas perguntas sobre o assunto! 


Quais as principais causas da escoliose


Conforme veiculado pela
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, a OMS estima que aproximadamente 6 milhões de brasileiros tenham escoliose.


Mas, afinal, quais são as causas da doença? Há inúmeros fatores que podem levar uma pessoa a desenvolver esse problema. Inclusive, é possível que ela apareça
sem motivos aparentes!


Contudo, grande parte da ocorrência deve-se a: má formação da coluna ainda na fase da gestação, distúrbios neurológicos ou musculares, doenças do tecido conjuntivo, anomalias cromossômicas ou como resultado da degeneração ou do
deslocamento dos discos da coluna ou de certas Síndromes, como a Prader-Willi.


Justamente pela possibilidade de inúmeras causas distintas, o médico especialista precisa proceder com uma
investigação e avaliação criteriosa. Assim, é possível determinar exatamente quais são os motivos para o seu surgimento, bem como, indicar qual o tratamento mais adequado.


Tipos de escoliose


Conforme você acabou de descobrir, há diversos motivos que podem desencadear a escoliose. Por esse motivo, convencionou-se classificar a doença em diferentes tipos, são eles:


  • Idiopática - é uma das mais comuns e não possui causa determinada;
  • Congênita - quando a doença acontece ainda durante o período de gestação, devido à má formação da coluna;
  • Neuromuscular - nesse caso, ela aparece devido a distúrbios neurológicos, como no caso da poliomielite, paralisia cerebral, tumores e distrofias musculares.
  • Sindrômica - ocasionada por conta de determinadas síndromes, como a Síndrome de Down, Síndrome de Marfan, entre outras;
  • Pós-traumática - ocorre devido a problemas do tecido conjuntivo e/ou anomalias cromossômicas;
  • Degenerativa - é desenvolvida por conta da degeneração de discos da coluna vertebral resultante do avanço da idade.


Como é feito o diagnóstico


O diagnóstico é feito com base na
observação clínica do médico ortopedista. Isso significa haver sinais visíveis que indicam a existência da doença. 


Entre eles, os mais comuns são: desnivelamento dos ombros, assimetria da cintura, elevação de um lado das costas e curva na coluna.


Ao lado da observação, o especialista procede com um exame clínico e costuma solicitar exames de raio-X, tomografia computadorizada, ressonância magnética e avaliação postural.

 

É dessa forma que se obtém condições de realizar um diagnóstico preciso de doença. Além disso, é identificado qual o tipo, grau e gravidade da escoliose.


Ainda, vale destacar que o acompanhamento da evolução do quadro é fundamental. Isso porque, se não tratada, além de agravar o quadro, pode ocasionar outras lesões, como a
estenose do canal vertebral.


Opções de tratamento para a escoliose


O tratamento para escoliose varia de acordo com o tipo e nível da doença. Não há medicamentos, mas fisioterapia e uso de órteses (coletes) costumam gerar bons resultados. A seguir, confira quais os mais comuns:


Curvas de até 30 graus


Geralmente, são tratadas por meio de fisioterapia e RPG (Reeducação Postural Global) e tratamentos clínicos que proporcionam o fortalecimento da musculatura do tronco e adequação à deformidade.


Curvas acima de 30 graus até 50 graus


Além da fisioterapia, recomenda-se o uso dos coletes. De acordo com o tipo de escoliose, há uma órtese específica. Entre elas, destaca-se o de Milwaukee, de Boston e o sob medida.


Existem também o de gesso. O mais comum é que ele seja indicado para crianças abaixo de 6 anos durante
a fase inicial da doença.


Curvas acima de 50 graus


Curvas acima de 50 graus são considerados casos graves, portanto, a intervenção cirúrgica pode ser a melhor opção de tratamento. 


Caso as outras abordagens não tenham o efeito necessário, a cirurgia também pode ser indicada.


Há dois tipos para este caso:
a provisória e a definitiva. Na primeira, há uma tentativa de reduzir a progressão da doença por meio da contenção do esqueleto imaturo. Já na definitiva, empregam-se técnicas cujo objetivo é corrigir a curvatura e trazer a simetria para o tronco. 


Busque um especialista!


Caso note desníveis na coluna, dor na cervical ou tenha qualquer suspeita de que possa ter escoliose, é fundamental buscar a avaliação de um especialista.


No caso, o mais recomendável é procurar um médico ortopedista. É esse o profissional que está apto a realizar o diagnóstico e definir qual o tratamento mais adequado.


Ainda, independente de qual seja o tipo e o tratamento recomendável, é fundamental acompanhar a evolução do quadro junto a esse profissional. Isso porque, ela pode evoluir rapidamente, o que compromete
a sua qualidade de vida.


Agora que você já sabe quais são os tratamentos para escoliose e quais os tipos existentes, continue acessando o nosso
blog e descubra outros conteúdos como esse!

By Fernando Flores June 15, 2026
Dr. Fernando Flores, ortopedista especialista em cirurgia da coluna, CRM-SP 153.076, RQE 76.186. Quando procurar um cirurgião de coluna em São Paulo? Você deve procurar um cirurgião de coluna em São Paulo quando a dor nas costas persiste por semanas e não melhora com fisioterapia ou medicamentos. Também é indicado buscar avaliação se houver dor irradiada para perna ou braço, formigamento, fraqueza ou perda de sensibilidade. Após quedas, acidentes ou piora progressiva dos sintomas, a consulta é recomendada. Uma avaliação especializada ajuda a definir se o tratamento será clínico ou, em casos específicos, cirúrgico. Introdução A coluna vertebral é uma estrutura fundamental para sustentação, movimento e proteção dos nervos que controlam funções do corpo. Quando surgem dores persistentes, irradiação para membros, fraqueza ou sintomas neurológicos, pode ser essencial buscar um cirurgião de coluna . Este artigo explica de forma clara quando esse profissional é necessário, quais sinais de alerta não devem ser ignorados e como a avaliação especializada pode mudar o curso do tratamento. Continue lendo para entender melhor o assunto e saber se é o momento de procurar ajuda especializada. O que faz um cirurgião de coluna Um cirurgião de coluna é o médico especializado em avaliar, diagnosticar e tratar doenças que afetam a coluna vertebral. Ele pode ter formação em ortopedia ou neurocirurgia, com aprofundamento específico em patologias da coluna. Sua atuação vai além da cirurgia. Esse profissional acompanha casos de: Hérnia de disco Estenose do canal vertebral Escoliose Artrose da coluna Fraturas e deformidades O objetivo principal é identificar a causa da dor ou da limitação funcional e indicar o tratamento mais adequado, que pode ser clínico ou cirúrgico. Quando há indicação de procedimento, técnicas minimamente invasivas e endoscópicas são frequentemente consideradas, pois permitem menor agressão aos tecidos e recuperação mais rápida. Principais sinais de que é hora de procurar um cirurgião de coluna Saber quando procurar um cirurgião de coluna pode evitar a progressão do quadro e reduzir o risco de complicações. Dor persistente ou incapacitante Alguns sinais merecem atenção: Dor que não melhora após semanas de fisioterapia e medicamentos Dor constante que interfere no trabalho e nas atividades diárias Dor que irradia para perna ou braço, principalmente abaixo do joelho ou cotovelo Quando a dor deixa de ser episódica e passa a limitar a rotina, é importante investigar a causa com um especialista. Sintomas neurológicos Sinais de comprometimento nervoso incluem: Formigamento ou dormência nos membros Fraqueza progressiva Alterações no controle urinário ou intestinal Redução de sensibilidade ou mudança nos reflexos Esses sintomas podem indicar compressão nervosa e exigem avaliação especializada. Limitação funcional Se tarefas simples como caminhar, levantar da cadeira ou permanecer sentado por alguns minutos se tornam difíceis por causa da dor, é hora de procurar ajuda . Traumas e acidentes Após quedas , colisões ou impactos significativos, a dor na coluna não deve ser ignorada. Mesmo quando parece leve no início, pode esconder lesões estruturais que precisam ser avaliadas. Exames e avaliação A consulta com um cirurgião de coluna começa por uma análise clínica. O médico investiga quando a dor começou, onde está localizada, se há irradiação e o que o paciente percebe que melhora ou piora os sintomas. Esse momento é fundamental para direcionar o diagnóstico. Exame físico No exame físico são avaliados os movimentos da coluna, a força muscular, os reflexos e é feito a realização de testes específicos para identificar compressões nervosas. Além disso, quando necessário, podem ser solicitados exames de imagens: Radiografias para avaliar alinhamento e desgaste; Ressonância magnética para analisar discos e nervos ; Tomografia para detalhes ósseos . Esses exames complementam a avaliação clínica e ajudam a definir o melhor caminho terapêutico. Tratamentos oferecidos O papel do cirurgião de coluna não se resume à cirurgia. Muitas vezes, o tratamento é conservador. Tratamento clínico Com o objetivo de controlar os sintomas e recuperar a função , as primeiras opções costumam incluir: Fisioterapia direcionada Fortalecimento muscular Ajustes posturais Medicamentos para dor e inflamação Infiltrações quando indicadas Tratamento cirúrgico A cirurgia é considerada quando há: Dor persistente que não melhora com tratamento clínico Déficit neurológico progressivo Compressão significativa confirmada por exames Procedimentos minimamente invasivos e técnicas endoscópicas são opções que buscam menor impacto cirúrgico e recuperação mais rápida. Escolhendo o cirurgião de coluna ideal Ao buscar um cirurgião de coluna, alguns critérios são importantes. Formação e experiência Verifique se o profissional tem especialização específica em coluna e experiência prática com o seu tipo de problema. Atualização técnica A medicina evolui constantemente. Técnicas menos invasivas e mais precisas fazem diferença no resultado. Comunicação clara Um bom especialista explica o diagnóstico de forma compreensível, apresenta opções e esclarece dúvidas . A decisão sobre tratamento deve ser compartilhada e consciente. Buscar avaliação especializada no momento certo pode evitar a progressão da dor e preservar a qualidade de vida. Quando os sintomas deixam de ser pontuais e começam a interferir na sua rotina, procurar orientação qualificada é um passo responsável e necessário. Conheça o Dr. Fernando Flores Perfil profissional O Dr. Fernando Flores é ortopedista especialista em cirurgia da coluna vertebral em São Paulo. Possui mais de uma década de experiência na área e formação em instituições de referência. Realizou residência em Ortopedia e Traumatologia e especialização em cirurgia da coluna na Santa Casa de São Paulo, fez especialização em cirurgia da coluna na USP e Mestrado em ciências do sistema musculoesquelético também pelo Hospital das Clínicas, FMUSP. Atua no Núcleo de Coluna do Hospital Sírio-Libanês e no grupo de Coluna e Escoliose do Hospital Samaritano Higienópolis, participando do tratamento de casos simples e complexos com abordagem técnica e individualizada . Abordagem e diferenciais O trabalho do Dr. Fernando Flores é pautado em avaliação detalhada e indicação precisa . Nem todo problema de coluna exige cirurgia, e essa decisão é tomada com critério. Sua prática inclui técnicas modernas, como procedimentos minimamente invasivos e endoscópicos, sempre alinhando o plano de tratamento às necessidades reais do paciente, seu estilo de vida e suas expectativas de recuperação.
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