Usar salto alto prejudica a coluna? Descubra os cuidados necessários
O uso do salto alto é um hábito comum entre muitas mulheres, seja por estética, trabalho ou ocasiões especiais. No entanto, o impacto desse tipo de calçado na saúde musculoesquelética, especialmente na coluna, merece atenção. O uso frequente pode alterar a postura, sobrecarregar articulações e causar dores persistentes.
Neste artigo, você entenderá a relação entre salto alto e coluna, os riscos envolvidos e as melhores formas de proteger o corpo sem abrir mão do estilo.
Continue a leitura e entenda mais sobre o tema.
Como o salto alto interfere na postura e impacta a coluna
Ao elevar os calcanhares, o salto
modifica o ponto de apoio natural
do corpo, inclinando o tronco discretamente para frente. Essa inclinação exige uma
compensação
automática: a coluna lombar acentua sua curvatura para manter o equilíbrio. Isso pode parecer imperceptível em um primeiro momento, mas com o tempo, representa uma sobrecarga importante sobre os músculos, vértebras e articulações da região.
Essa mudança no eixo postural afeta toda a cadeia do corpo:
- O quadril é empurrado para frente;
- Os joelhos tendem a permanecer mais dobrados;
- Panturrilhas e coxas ficam constantemente tensionadas;
- A lordose lombar se acentua, alterando a mecânica da coluna.
Com o uso repetido, esse desequilíbrio postural pode gerar rigidez, dor muscular e até mesmo desconforto no pescoço e nos ombros, além da própria lombar. O salto alto é indicado como uma das causas mais comuns de dor nas costas e nos pés entre mulheres de 25 a 50 anos.
Principais consequências do uso frequente de salto alto
Aumento da curvatura lombar
A intensificação da lordose lombar leva à
compressão
de estruturas como os discos intervertebrais, podendo resultar em
dor lombar crônica e até em
hérnias discais, dependendo da predisposição individual e da frequência de uso.
Tensão muscular prolongada
Músculos da panturrilha, glúteos e região lombar permanecem em
contração contínua, o que reduz a flexibilidade muscular e aumenta o risco de cãibras e desconfortos frequentes.
Alterações na pisada
O salto altera a distribuição do peso para a parte anterior do pé, favorecendo o
surgimento de alterações como joanetes (hálux valgo), metatarsalgia e encurtamento da musculatura posterior da perna.
Comprometimento do equilíbrio
Com o centro de gravidade deslocado, os músculos estabilizadores precisam
trabalhar mais
para manter o corpo firme. Isso eleva o risco de quedas, torções e desequilíbrios posturais.
O que dizem os estudos sobre salto alto e coluna
Diversos estudos biomecânicos apontam que o uso frequente de salto alto impacta diretamente a postura e o funcionamento da coluna vertebral. Ao alterar o centro de gravidade do corpo, esse tipo de calçado provoca
adaptações musculares e articulares que, ao longo do tempo, podem levar a dor e desgaste estrutural.
Um estudo publicado na revista
Cureus (2024) observou que a simulação do uso de salto alto em indivíduos saudáveis resultou em alterações imediatas na postura pélvica e na curvatura da coluna lombar, indicando um
aumento significativo na sobrecarga
da região inferior das costas. Já a
Physiopedia, em sua revisão sistemática, destaca que os saltos afetam desde a base do corpo, pés e tornozelos, até estruturas superiores, como joelhos, quadris e coluna, gerando um desequilíbrio que exige
maior esforço muscular para manter a estabilidade.
Outro estudo, disponível na
PMC (2023), revelou que saltos altos afetam o padrão de marcha e comprometem a função muscular da perna,
exigindo mais da musculatura posterior e impactando a mobilidade ao longo do tempo. Esses efeitos são ainda mais evidentes quando o salto ultrapassa os 5 cm e é usado por várias horas seguidas, como apontado em uma pesquisa de
2018 da PMC, que relacionou o uso prolongado ao aumento do risco de dor lombar crônica.
Essas evidências científicas reforçam que, embora o salto alto seja uma escolha estética comum, seu uso frequente deve ser feito com
cautela, intercalado com calçados mais ergonômicos e associado a cuidados posturais, alongamentos e atenção à saúde musculoesquelética como um todo.
Tipos de salto e seus efeitos na coluna
Salto fino (agulha)
Concentra todo o peso corporal em uma área pequena, o que
compromete a estabilidade e aumenta a sobrecarga
nos tornozelos e coluna lombar.
Salto plataforma
Apesar de reduzir o ângulo entre o pé e o solo, ainda
compromete o equilíbrio e pode causar desconforto com o uso prolongado.
Salto anabela
Mais estável e com maior área de apoio, é menos prejudicial quando sua altura não ultrapassa 5 cm.
Salto bloco
Proporciona
melhor distribuição do peso e maior segurança ao caminhar, sendo uma das opções mais indicadas para uso prolongado.
Regra geral: quanto mais alto e fino o salto, maior a chance de sobrecarga na coluna e em outras articulações.
Cuidados importantes para quem usa salto alto com frequência
- Prefira modelos de altura moderada
Saltos de até 5 cm reduzem a inclinação pélvica e mantêm o eixo postural mais próximo do ideal.
2. Intercale com calçados confortáveis
Evite o uso contínuo. Alterne com tênis ou sapatos baixos com bom suporte para o arco plantar.
3. Mantenha uma rotina de alongamentos
Alongar panturrilhas, posteriores de coxa e região lombar ajuda a aliviar a tensão muscular gerada pelo salto.
4. Corrija a postura ao andar
Ao usar salto, mantenha ombros alinhados, abdômen contraído e passos curtos, evitando sobrecarga.
5. Use palmilhas anatômicas
Palmilhas com apoio para o arco e absorção de impacto ajudam a distribuir melhor o peso e reduzem o impacto na coluna.
6. Relaxe os pés após o uso
Exercícios circulares com os tornozelos e massagens na planta dos pés promovem alívio muscular e melhor circulação.
Quando o salto alto deve ser evitado
O uso de salto alto pode ser contraindicado em casos de:
- Hérnia de disco ou dores lombares crônicas;
- Escoliose, hiperlordose ou outras alterações estruturais da coluna;
- Tendinites, fascite plantar e alterações na pisada;
- Instabilidade de tornozelos ou histórico de quedas frequentes.
Nessas situações, o ideal é
buscar orientação médica
para avaliar o impacto do calçado na sua saúde postural e escolher opções mais ergonômicas.
Alongamentos e exercícios para aliviar os efeitos do salto
Alongamento de panturrilha na parede
Coloque as mãos na parede, uma perna à frente e outra atrás. Dobre o joelho da frente, mantendo o de trás estendido e o calcanhar no chão.
Postura da criança (Balasana)
Exercício de relaxamento que alivia a tensão da coluna lombar. Ideal após longos períodos em pé.
Ponte (Glute Bridge)
Fortalece os glúteos e a região lombar, melhorando a sustentação pélvica e prevenindo dores.
Rotação de tornozelos
Exercício simples que melhora a
mobilidade e a circulação nos pés após o uso prolongado de salto.
Dúvidas frequentes sobre salto alto e coluna
Usar salto alto faz mal para a coluna?
Sim. O salto alto altera o alinhamento corporal, desloca o centro de gravidade e aumenta a curvatura lombar, o que pode causar dores e sobrecarga nas vértebras. O uso prolongado favorece o surgimento de lombalgia e desequilíbrios posturais.
Qual o salto ideal para quem tem problema de coluna?
O ideal é optar por saltos baixos e largos, de até 3 a 5 cm, como o salto bloco ou anabela. Esses modelos oferecem mais estabilidade e distribuem melhor o peso corporal, reduzindo a tensão sobre a coluna.
Usar salto todos os dias pode causar problemas na coluna?
Sim. O uso diário e prolongado favorece o encurtamento muscular, altera a pisada e compromete o alinhamento postural, o que contribui para dores crônicas.
Quais são os sintomas de que o salto está afetando a coluna?
Dor lombar, sensação de peso nas pernas, rigidez muscular, dores irradiadas para o quadril ou glúteos e cansaço excessivo ao final do dia.
Quem tem hérnia de disco pode usar salto alto?
Não é recomendado. O salto altera a postura e aumenta a pressão sobre os discos intervertebrais, o que pode agravar a hérnia e intensificar a dor. Nesses casos, o ideal é priorizar calçados baixos, anatômicos e confortáveis.
Como aliviar a dor nas costas após o uso de salto?
Alongamentos, compressas quentes na lombar, exercícios de mobilidade e o uso de sapatos baixos e confortáveis nos dias seguintes ajudam a aliviar os sintomas.
O uso de salto alto pode afetar a recuperação de uma lesão antiga na coluna?
Sim. O salto muda o eixo de equilíbrio e exige maior compensação da musculatura paravertebral. Em quem já teve lesões, como hérnia ou lombalgia, isso pode atrasar a recuperação ou até agravar a dor.
Existe um tempo máximo recomendado para permanecer de salto durante o dia?
Embora não haja um consenso exato, especialistas recomendam limitar o uso contínuo a no máximo 2 a 4 horas por dia. Períodos mais longos elevam a fadiga muscular e a sobrecarga nas articulações da coluna.
O tipo de terreno influencia o impacto do salto na coluna?
Sim. Pisos irregulares aumentam a instabilidade, exigem maior esforço de adaptação da coluna e aumentam o risco de quedas e torções, principalmente com saltos finos ou altos.
Existe alguma forma de reverter os danos causados pelo uso prolongado de salto?
Na maioria dos casos, sim. Com fisioterapia, fortalecimento muscular, correção postural e adaptação do calçado, é possível recuperar mobilidade, aliviar dores e evitar novos desequilíbrios.
Ortopedia e cirurgia da coluna em São Paulo | Dr. Fernando Flores
O uso de salto alto não precisa ser totalmente abolido, mas requer equilíbrio e cuidados específicos. A relação entre salto alto e coluna é direta: quanto maior o salto e mais frequente o uso, maior o impacto sobre a postura e o risco de dor lombar e desequilíbrios musculares.
Alternar o uso, investir em alongamentos e priorizar calçados confortáveis são medidas simples, mas eficazes, para preservar a saúde da coluna.
Você tem sentido dor nas costas ao usar salto alto? Pode ser hora de repensar seus hábitos e buscar uma avaliação personalizada.
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